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(Arte por: Toby Allen
Ansiedade: o monstro da ansiedade é pequeno o suficiente para sentar no ombro de suas vítimas e sussurra coisas em seu inconsciente, despertando medos e preocupações irracionais. O monstro da ansiedade é geralmente visto como fraco em comparação com outros, mas é um dos mais comuns e é muito difícil de se livrar dele.
Eles geralmente carregam pequenos objetos conectados às ansiedades de suas vítimas, como relógios que representam um comum, porém irracional, medo de coisas que podem nunca acontecer. Ninguém jamais viu o rosto do monstro da ansiedade, pois ele sempre usa uma caveira como máscara.) |
Fala-se bastante, ultimamente, que a ansiedade é o mal do século. A
ansiedade, o estresse, e todos os outros sintomas do novo estilo de vida que se
estabeleceu nessa era da velocidade. Hoje, dizem, parece que os dias estão mais curtos, não são suficientes para
fazer tudo e, quando finalmente ficamos livres, já é tarde demais, é preciso
dormir, amanhã o dia é mais cheio ainda.
Uma das
coisas que mais contribui com essa ansiedade é o uso exacerbado das redes
sociais. Elas deixam as pessoas mais
dispersas, perde-se, aos poucos, a capacidade de concentração; cresce, no
interior, uma necessidade de responder, ser respondido, ver o que está
acontecendo, postar alguma coisa, dizer que existe, provar sua existência,
fazer qualquer coisa. Além disso, elas
evidenciam o pensamento de culpa constante: “Eu deveria estar fazendo algo
mais produtivo”.
Todos temos consciência de que as redes sociais são,
em geral, improdutivas. Salvo as exceções, a maior parte do tempo que se passa
conectado é, de acordo com essa nova significação de “produtividade”, inútil. As pessoas compartilham: “Eu
devia estar estudando”, “Eu tenho tantas séries para ver”, “Tenho livros demais
para ler, como faço para ler mais rápido?”, “Nossa, estou cheio de trabalhos para
entregar!”. Compartilham o que deveriam
estar fazendo mas não estão, porque em vez de estar, estão compartilhando. Um ciclo vicioso.
O que vemos nessas redes e como isso nos afeta está
diretamente relacionado com nosso modelo de sociedade e com os valores
vigentes. Assim como essa necessidade crescente de ser produtivo.