19 de fevereiro de 2015

Dia 5: Cultura do Netflix

O post de hoje ficou um pouco maior que o usual porque estou testando estilos diferentes até encontrar um que ache adequado. Achei que estava resumindo demais meu dia, portanto decidi tentar contar minhas aventuras de um jeito um pouquinho diferente hoje, com mais detalhes. Por favor, deixe-me saber se você gostou c:

Sou do tipo de aluna muito agoniada, sabe, que faz todo o necessário e o desnecessário, mas só sou assim porque eu gosto de estudar. Muito mesmo. De um jeito que fico deprimida quando passo muito tempo sem estudar. É que nem as pessoas que fazem esportes ou academia, quando passam um tempo sem se exercitar elas já sentem falta, mesmo poucos dias. Dito isso, é compreensível a razão de eu já ter lido e fichado 2 livros da única bibliografia que eu recebi, providenciado e começado a ler os outros, além de ter fichado e lido 3 vezes os textos pequenos que os professores passaram. Não estou brincando, eu tenho um problema, uma obsessão, uma doença, chame do que quiser, só sei que tenho e pronto.



Então, meu problema com tudo isso é que fico muito nervosa na hora de falar sobre isso na aula. Quando os professores perguntam "o que o texto dizia?", "o que você entendeu?", "qual a opinião do autor?", geralmente eu tenho um branco, meu coração acelera e eu não consigo abrir a boca. Estou tentando com todas as minhas forças melhorar isso, até porque eu sou muito tagarela e adoro participar das discussões em sala, mas também sou muito tímida e tenho vergonha de falar com muitos desconhecidos ouvindo e me julgando. Sim, minha personalidade é contraditória, já sei, agora diga a de 7 pessoas que não são. Pois é.

Meu esforço está dando um pouco certo, no entanto, como vocês verão adianta na hora da história, algumas pessoas não reconhecem e tratam como se não fosse nada. Não posso culpá-las, porém, por favor, né, to tentando ser uma boa aluna aqui, alou, me dá um apoio moral, finge que ligou ou ouviu, pelo menos.

Deixando meus draminhas de lado, hora da historinha:

Teoria da comunicação

O professor Seneca Crane, como eu já tinha dito, passou um texto e eu, aluna mocoronga que não olhou o Sigaa na hora certa, estava desavisada do evento devido a falta de internet, por isso me desesperei, mas no final deu tudo certo e ele não usou o texto. Hoje, contudo, ele usou. Hoje, inclusive, eu, aluna linda exemplar, tinha lido o texto e fichado no meu caderninho e ainda treinado em casa o que responder caso ele perguntasse sobre o texto (sou dessas).

O texto era sobre a visão de um autor com nome difícil (Vilém Flusser) sobre o significado de comunicação. Era apenas uma xerox de 10 páginas de um livro dele, de um capítulo com esse tema. Eu, particularmente, achei a visão dele muito mórbida sobre a comunicação: ele diz que nos comunicamos para "promover o esquecimento da falta de sentido e da solidão de uma vida para a morte, a fim de tornar a vida vivível". Convenhamos, não é uma afirmação muito positiva, mas tudo bem, é aceitável e é a opinião dele. Eu prefiro encarar a vida de modo mais feliz, sabe, porém ele não deixa de estar certo, a comunicação é a tentativa do homem de se perpetuar.

Sei que isso não é uma aula de Teoria da Comunicação, mas esse autor escreveu uma coisa que eu achei muito legal: "O homem é um animal político, não pelo fato de ser um animal social, mas sim porque é um animal solitário, incapaz de viver na solidão". Achei esse paralelo com Aristóteles genial! E nos leva a pensar sobre isso (me levou, pelo menos) e acho que podemos estar tão acostumados com a vida em sociedade, existente há milênios, que nunca cogitamos viver fora dela, mas, considerando a natureza, é preciso o contato entre homem e mulher para perpetuar a espécie, esse contato gera comunicação, gera uma família, gerou sociedades. Estou querendo dizer que acredito ser inerente a formação de uma sociedade, todavia, sou apenas uma estudante, um ser humano, ainda posso me contradizer no futuro, mudar de opinião ou estar errada. A vida é assim.

Voltando à aula. Seneca perguntou sim sobre o texto e quando eu estava super preparada para dizer minha resposta previamente ensaiada TCHU PEUN outra pessoa falou antes de mim. Tudo bem, superei. Acabei falando que achei o texto mórbido, porém foi tudo o que pude acrescentar, pois o resto já havia sido dito por outras pessoas.

Seneca passou uns slides com partes do texto que eu já tinha no meu caderninho graças à minha obsessão e os discutiu. Fiquei feliz em ter podido participar um pouco e responder corretamente às suas perguntas, mas falar besteira na sala não é minha maior preocupação, afinal, há aquele indivíduo que já comentei que, sabemos, sempre falará mais besteira do que todos. E não fez diferente hoje! Infelizmente, eu não entendi nada de sua colocação espontânea e tosca hoje para poder contar um pouquinho aqui, no entanto, só por isso já dá para ver o quão tosca foi.

Intervalo longo *yaaaaay*

O professor feliz faltou, então tivemos DUAS HORAS de intervalo. Ah, uma maravilha! Então, os jornajalistas (najas mesmo, somos venenosos) foram passear pela universidade e procurar o lugar de fazer a carteira de estudante e o cartão do Restaurante Universitário. Não. Estão. Fazendo. Carteira. Ainda. Alguém diz pra esse pessoal que Bob Esponja não vai ficar em cartaz para sempre e que eles não podem escolher o dia de fazer a carteira que eles quiserem. A vida não é assim. Não. É.

Ainda bem que as pessoas do cartão do R.U. tem senso de integridade e não deixam as crianças passando fome, por isso fizemos nossos cartões. Alguém já contou para você que a foto é tirada na hora? Pois é, vá preparado, senão vai acabar como eu, com um coque podre, cara suada e medonha dando um sorrisinho amarelo para a câmera na esperança de disfarçar o horror.
Meu açaí não era nem de longe tão lindinho :c

Na volta, passamos na biblioteca para buscar meu melhor amigo lindo que foi me visitar (e se matricular) e, enquanto esperávamos, algumas pessoas decidiram entrar lá. Acho que eles se perderam, porque deu tempo do meu amigo chegar e sentarmos um tempão esperando por eles. Enviamos dois grupos de busca atrás deles e, finalmente, depois de semanas de espera, eles voltaram e pudemos nos dirigir ao nosso setor para tomar açaí.

Meu plano para não ter que almoçar no meio da manhã para poder chegar na hora na universidade e mesmo assim não passar fome era comer açaí no intervalo. O problema é que eu não gosto de açaí, só se tiver MUITO leite condensado para disfarçar o gosto. Não foi o caso, por isso eu rejeitei meu açaí e meu lindo amiguinho tomou para mim. Agora meu plano está arruinado, porque meu setor não tem cantina e de tarde só vende açaí e lanches de verdade só tem em locais longínquos e eu só tenho 15 minutos de intervalo, não dá, né, a vida não é assim. Preciso de um novo plano.

O resto do intervalo foi só de interação com uma veterana bem legal e entre o grupo dos jornajalistas. Nem acredito que já estou interagindo, logo eu, a menina tímida que tem vergonha de comprar Milkshake no Bob's sozinha. Como a universidade muda as pessoas, nossa.

Cultura Brasileira (tema da aula: Netflix e suas implicações na vida real)

O subtítulo resume bem a aula de hoje, sobrou pouco a se dizer. A professora MissFlix passou uma pesquisa sobre cultura, eu, dedicada, agoniada, louca, li um livro inteiro sobre o assunto (que estava na bibliografia dela), fichei o livro e resumi em poucas palavras minha compreensão dos significados de cultura que o livro deu. Esse livro tinha umas 150 páginas, acho, talvez 100, não estou certa, só sei que imagine resumir tudo isso em 5 linhas. Foi o que eu fiz. E li toda orgulhosa minha definição linda, ensaiada, revisada,  sabe o que ela disse? Tá. Ela disse "". Não é de hoje que eu odeio receber um "tá", mas acho que hoje foi o pior dia para receber essa resposta. Minha querida, você não entende o quanto eu suei para fazer isso, não me dê um "tá", me dê um "sua deusa, você é a melhor aluna da face do universo, nenhum estudante se compara com a sua magnificência, eu me curvo diante de tua aura brilhante e espetacular".

Depois disso, entramos no tema principal da disciplina: Netflix. MissFlix falou muito, como sempre, sobre suas séries favoritas e sobre como elas se parecem com a vida real e muitas coisas mais. Não sou do tipo de aluna que deixa de prestar atenção ou "voa" na aula, mas eu estava com tanto sono, ela nem estava falando sobre a matérias, não deu, eu não consegui me concentrar. Claro, de vez em quando o indivíduo espontâneo tinha que dizer alguma coisa sem noção, e isso me acordava um pouco, fora isso, para quem não assiste as mesmas séries que ela, a aula foi um mergulho em outra dimensão. Brincadeira, não foi tão longe assim, mas dava para deixar você um pouco perdido, apesar das tentativas delas de fazer conexões com a vida real.

Coisas que aprendi:
- Existe uma razão para as escolas nos obrigarem a ir de tênis para a aula: pisar na areia de chinelo não é nada legal, você fica com o pé sujo e ainda corre o risco de pegar uma toxoplasmose. Nunca mais saio sem tênis (para a universidade).
- O brigadeiro da cantina de um setor longínquo que visitei hoje (1, talvez) não é tão bom assim.
- Não tentar gostar de uma coisa que você não gosta, sua língua (paladar) nunca vai aceitar.
- Netflix é cultura

Citação do dia:
"Como dizem em Once Upon a Time, toda magia vem com um preço", professor Seneca Crane.

1 comentários:

  1. Que texto bacana. Você escreve super bem! Amei.
    Beijo grande.

    www.darksky.com.br

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