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| (Foto:Reprodução) |
Passada a meia noite e ainda sem perspectiva de
quando irei dormir, afinal, não preciso acordar cedo para estudar, nem tenho
nenhum compromisso importante. Dias e mais dias em casa, no computador, lendo,
assistindo filmes, saindo muito, aproveitando. No começo é ótimo, mas quando a
rotina começa a se estabelecer e você se cansa de não fazer nada, a saudade da
universidade começa a se instalar.
Comecei essas férias, como sempre, super
animada, pronta para esquecer o que era estudar e só sair, me divertir e viver
do ócio (im)produtivo. Infelizmente, isso cansa. Não fazer nada é legal, mas
depois de um certo tempo, pelo menos eu, começo a me sentir improdutiva,
entediada, e então chega a saudade de ter com o que me preocupar, ter coisas
para ler, ir para as aulas, ver os amigos, reclamar dos professores, todas
essas coisas que fazem parte da vida dos estudantes. Sim, ficar de férias é
maravilhoso, porém, convenhamos, quem não fica com saudade da
escola/universidade?
Nesse momento de nostalgia, resolvi fazer uma
lista com as coisas que eu mais sinto falta na universidade, em contraste com
as coisas que eu mais gosto nas férias.
1. Sinto
falta de estudar. Como eu já falei algumas vezes, eu gosto muito de
estudar. Não 24 horas por dia, nem todas as coisas do mundo (física, por
exemplo, eu não aguentava). Comecei a amar estudar depois que entrei na
universidade, porque agora só estudo coisas que gosto. Tudo bem, às vezes tem
uns assuntos chatinhos, mas basta lembrar de eletrodinâmica que eu me animo
novamente. E eu acho maravilhoso acordar cedo num sábado, pegar meus textos,
cadernos, livros, sentar e passar a manhã inteira estudando. Nas férias eu não
posso fazer isso. No máximo, posso ler um livro interessante, mas não é a mesma
coisa.
2.
Sinto falta de gente. Assim como todas as pessoas, eu também saio mais nas
férias, mas em comparação com meu cotidiano na universidade, eu vejo bem menos
gente. Quando está em período de aulas, quatro dias por semana é certeza que eu
vou ver um monte de gente e ter que interagir bastante, porém, nessa época de
férias é mais complicado, tem o pessoal que viaja, tem o pessoal que marca
todos os médicos do ano e nunca pode sair, e, claro, nunca todo mundo pode sair
no mesmo dia, então os encontros com a galera toda são mais difíceis. Além
disso, as férias são uma ótima época para colocar seus projetos pessoais em
dia, porque não tem as complicações de ter que estudar e se preocupar com as
provas, então tem gente que se foca mais nisso e não tem tempo de sair (eu,
inclusive, sou uma dessas pessoas, mas não de maneira tão extrema).
3. Sei
que posso escrever quando quiser, mas sinto
falta do meu projeto de extensão. É que quando a gente precisa fazer algo
movido por um compromisso tácito com uma pessoa ou um projeto, fica mais legal
de fazer, há um incentivo maior, pois seu trabalho está sendo aguardado e o
retorno será certo.
4. Até gosto de ficar acordada até tarde para
variar, mas eu também adoraria conseguir voltar a dormir cedo. Essa é uma parte horrível das férias para mim,
principalmente porque quando eu fico acordada até muito tarde, como hoje, começo
a ficar com muita fome, mas eu tenho um problema muito grande com comer durante
a noite (após o jantar). Eu não consigo aceitar essa ideia. Acho que é porque
quando eu era menor diziam que comer pouco antes de dormir dá pesadelos. Não
quero ter pesadelos. Não vou comer.
5. Amo
ter mais tempo para ler. Pena que eu sou uma pessoa que aproveita o tempo
de ócio para ter incontáveis “brain-storms”, ou seja, muitas vezes minha mente
fica muito ativa e eu não consigo parar de pensar. É algo muito frenético e, sinceramente,
eu preferia que não fosse tão frequente nesses momentos. Se qualquer coisa e eu
começo a ter ideias, elas não param, e chovem, torrencialmente, até eu não
aguentar mais, e podem passar horas e mais horas se formulando e reformulando
sem parar. É legal ter novas ideias, porém eu também gostaria de conseguir me
concentrar em outras coisas nesses momentos.
6. Amo
dormir. Nunca fui de acordar tarde. Passando das 8 horas da manhã, eu já
acordo desesperada, sinto que desperdicei minha manhã inteira. Mas amo a
sensação de acordar as 5 horas e pensar “Ah, eu não tenho nada pra fazer
mesmo...” e voltar a dormir! Nossa, é muito bom fazer isso.
7. Amo
não ter que me preocupar com provas. Posso até gostar de estudar, mas odeio
(como todos) fazer prova. Sinto uma repulsa tamanha por elas que só de ler o
nome na programação do início do período eu já fico com um frio na barriga. Não
acho que as notas definam se a pessoa compreendeu o conteúdo; não acho que você
deva ser julgado por suas notas. Infelizmente, em se tratando de bolsas,
estágios e coisas do tipo, as notas são as primeiras que contam para separar
quem tem chance e quem não tem. Então, me preocupo. Como estou de férias, estou
amando não precisar pensar nisso um pouquinho.
Ainda
tenho mais duas semanas de férias e pretendo aproveitá-las o melhor que puder.
Por enquanto estou bem satisfeita, pois fiz a maior parte do que tinha
planejado e ainda um pouco mais. Não estou muito ansiosa para a volta às aulas,
pois apesar de estar tentando ser positiva, temo não gostar de umas disciplinas.
Torço para estar equivocada, porque já vai ser um semestre cheio o suficiente
para ter ainda mais preocupações inúteis.
Agora,
só quero conseguir me concentrar em minhas leituras para tentar atingir a meta
de livros para as férias que estipulei no mês passado. É difícil encontrar
livros bons, que prendem, mas não vou desistir. No momento estou lendo O
Fantasma de Canterville e outros contos, de Oscar Wilde, daquela coleção da
Saraiva de Bolso, sobre a qual já falei antes. Estou adorando, infelizmente uns
contos são um tanto deprimentes e minhas emoções são muito influenciáveis,
então preciso ler com cautela e tentar não ler nada muito triste antes de
dormir (acho que nunca aconteceu, mas prefiro evitar ter pesadelos por isso). Já
sei até qual quero ler depois... Mas isso fica para uma próxima vez.












Isabela Maia, estudante de Jornalismo, 20 anos, apaixonada por filosofia, pedagogia, psicologia, literatura... Leitora compulsiva, viciada em videogames. Gosta muito de escrever e tenta fazê-lo todo dia; um dia pretende ajudar muitas pessoas com sua escrita.
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