28 de julho de 2015

Volta às aulas


Hoje tive o prazer de iniciar o semestre com uma aula maravilhosa, ministrada por um professor que já percebi ser muito ilustre. Na verdade, gostei tanto da introdução que ele fez (não deu nenhum assunto ainda) e ele demonstrou ser tão repleto de conhecimentos, que já estou ansiosa para pagar outras disciplinas que ele também dá. Uma delas nem era do meu interesse posteriormente, mas só de ouvi-lo falar um pouco sobre o que ocorre nessas aulas, já fiquei com vontade. Nessa primeira aula, ele compartilhou pensamentos diversos conosco, e me interessei tanto por tudo que anotei várias coisas, mesmo nem sendo assunto de aula.

Não vou me lembrar da ordem em que as coisas foram ditas, mas conectarei o melhor que puder uma parte dos conhecimentos difusos que anotei. O primeiro a me chamar a atenção e que me fez começar a anotar foi uma de suas observações sobre a universidade. Estou escrevendo um texto sobre educação e ele fez uma relação entre mercado de trabalho e a experiência universitária que foi muito pertinente ao assunto do qual eu me propus a tratar. Ele explicou que a universidade tem três funções principais, contudo na maior parte do tempo só nos damos conta de uma delas. Essas funções são: preparar o aluno para o mercado de trabalho; para ser um cidadão consciente de seus deveres; permitir aos alunos o acesso a bens culturais. Essa instituição de saber nos proporciona coisas tão incríveis, mas não as aproveitamos por maior interesse em ingressar logo no mercado de trabalho. É essa mania de só querer aprender/fazer se for precisar utilizar/se for ganhar algo em troca.

Para indicar o caminho que nos permitirá tirar o melhor proveito dessas funções estão os professores, organizadores de conhecimento, que deveriam agir apenas como orientadores - defende ele. Isso porque hoje nós temos acesso quase irrestrito à informação, e, com um pouco de autonomia de cada um, seria possível absorver inúmeros conteúdos, depois trazer as dúvidas para o professor e assim sedimentar uma parcela bem maior de conhecimentos. Porém, para obter conhecimento é preciso antes ter interesse em obtê-los, e antes ainda ter curiosidade, características em falta em grande parte dos alunos, acostumados a receber tudo sem grande esforço. Ah, mas também há professores ruins, que não passam o conteúdo direito, nesse caso a culpa não é do aluno. Bom, em parte não, mas esse professor argumentou, e eu estou tentada a concordar, que uma dose de autonomia resolveria bem essa questão. Um aluno autônomo tem independência o suficiente para procurar outras formas de aprender o conteúdo, bastar haver interesse, afinal, existem diversos outros professores na instituição, não é possível que nenhum outro possa contribuir com a resolução de alguma dúvida.

Muitos conhecimentos ainda foram transmitidos por esse professor que eu tive a honra de conhecer hoje, todavia não seria pertinente utilizar todos no momento até por uma questão de organização, pois como já disse eles estão difusos. Com certeza, porém, utilizarei sempre um pouco de cada coisa que aprendi com ele e que vou aprendendo ao longo da minha vida em meus textos futuros - ênfase nesse professor porque ainda há muito dito por ele só hoje que eu sei que terei muitas oportunidades de usar.

Para finalizar, gostaria de adicionar só mais uma coisa que ele disse, e enfatizou inúmeras vezes, que não nos dizem geralmente, ou dizem tanto que nos acostumamos: temos pouco tempo nessa vida, precisamos tirar o melhor proveito de tudo. Para isso, não é preciso pressa, pois os jovens geralmente são ansiosos, eu me encaixo bem nisso, entretanto estamos (nas palavras dele) no período de plantar, não no de colher. Vai ser difícil para mim deixar de ser ansiosa, mas o que ele disse é verdade, não adianta ter pressa para que tudo aconteça de uma vez se eu ainda tenho muito tempo para viver e, mais importante, muita coisa para plantar.

Enfim, foi uma ótima volta às aulas, espero que os próximos dias sejam tão proveitosos quanto esse.

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