8 de janeiro de 2015
2014: O Ano Que Não Existiu
Ano de Copa, mais especificamente da Copa das Copas. Ano de eleição presidencial, uma das mais importantes e acirradas da história do país, que fez a população se dividir e agir como se aqueles que não votassem no mesmo candidato fossem inimigos. Ano de várias coisas importantes, dentre elas, diante da minha perspectiva, o ENEM. Exame Nacional do Ensino Médio. Ah! Você me rendeu uma cota inesgotável de pesadelos e, mais ainda, apagou o ano de 2014 da minha vida.
Não seria exagero dizer que uma semana depois do exame senti meu ano começando. Passei a ver as coisas com uma perspectiva mais preguiçosa, mais descompromissada. Para muitos foi um ano normal, festas normais, saídas normais. Para mim foi uma prova de resistência psicológica. Quantas vezes não fiquei deprimida por não poder sair porque minha consciência pesava demais?
No final, senti meu esforço valer a pena, mas, analisando bem o ano, não foi cheio de momentos especiais como outros. Foi tão cheio de estudo e nervosísmo que sua maior parte simplesmente se apagou. Uma névoa cobriu meu ano, como se no primeiro dia de aula eu tivesse fechado meus olhos e só fui decidir abrí-los agora, quando tudo acabou.
E assim que os abri, a realidade me atingiu. Agora tenho uma escolha importante para fazer: o que eu quero da minha vida? E, claro, como vou conseguir? Acho que todos nos perguntamos isso algumas vezes, mas acredito ser melhor do que questionar escolhas que não podem ser modificadas. No primeiro caso, há uma gama infinita de possibilidades, no segundo, não. Talvez um dia seja tarde demais para mudar minhas escolhas, mas até lá, quero garantir que não precisarei mudá-las, pois estarei satisfeita com o resultado.
Sei que não é definitivo, que posso mudar de ideia a qualquer hora, mas sou do tipo que gosta de prevenir e garantir tudo o mais cedo possível. Acho que um dia ainda vou sofrer por isso, como naqueles filmes clichês em que a pessoa controladora é forçada a viver situações em que perde o controle, mas no fim acaba gostando e passa a viver de um modo mais Carpe Diem. Provavelmente não vou viver um filme, mas se acontecer espero ter um final feliz.
Voltando ao ano, bom, só estou agradecida por ter acabado e espero que os próximos sejam melhores. Mas ele não foi tão ruim quanto estou fazendo parecer, aconteceram coisas boas, como minha viagem para Argentina com minha mãe, minha irmã e meu namorado, ver meus amigos todo dia, aproximar-me da minha sala e, acredite se quiser, estudar. Pois é, na verdade eu gosto de estudar. Podem me crucificar agora. Parece até mentira, mas juro que não é. Não fui sempre assim, claro, mas esse ano estudei tanto e fiquei tão acostumada a passar o dia fazendo isso que acho que comecei a gostar. Agora sinto uma falta imensa e só quero o resultado logo pra poder começar a estudar de novo, ou para a universidade ou para o ENEM de novo (*batendo na madeira 3 vezes*).
Tenho grandes expectativas para 2015, com sorte (e dedicação, claro) tudo vai correr direitinho e, se alguém estiver lendo isso, espero que o mesmo ocorra contigo. Feliz ano novo para nós.
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Isabela Maia, estudante de Jornalismo, 20 anos, apaixonada por filosofia, pedagogia, psicologia, literatura... Leitora compulsiva, viciada em videogames. Gosta muito de escrever e tenta fazê-lo todo dia; um dia pretende ajudar muitas pessoas com sua escrita.
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